• Ter um porteiro no condomínio é sinônimo de segurança?

    08 de março de 2018

    Para muitos moradores, um porteiro no condomínio é sinônimo de segurança, mas será que isso é realmente verdade ou apenas uma falsa sensação de proteção? As ações de bandidos estão cada vez mais perigosas e o modelo tradicional de portaria tem várias vulnerabilidades para serem exploradas.

    O grande objetivo de uma portaria deve ser promover a segurança de todos os condôminos, certo? Para isso, existem diversos avanços tecnológicos que provem uma segurança mais eficiente do que a figura de um porteiro no condomínio. Não existem motivos para se prender a um modelo de segurança que abre margens de falha, certo?

    Veremos, neste artigo, algumas situações que mostram que o porteiro no condomínio não é sinônimo de segurança e como a tecnologia pode substituir o modelo tradicional de portaria. Confira.

    Desconcentração no trabalho

    Por mais que o porteiro tenha a melhor das intenções na prestação do seu serviço, podem acontecer algumas situações que o desconcentrem no trabalho – seja por cansaço, problemas pessoais, outros acontecimentos no condomínio, entre diversas outras razões. Nesse caso, toda a segurança do condomínio pode ficar comprometida por uma falha humana, que é perfeitamente compreensível. 

    Atendimento de outras demandas

    Você, como síndico, deve saber como pode ser movimentada a portaria de um condomínio. Existem dias em que são executadas diversas atividades que resultam em um fluxo de entradas e saídas muito grande – e também podem exigir que o porteiro se envolva em outras demandas além de cuidar da portaria.

    Ao se ausentar para ajudar um morador a carregar um objeto pesado, ir até outro local do condomínio para resolver um problema ou parar para bater um papo com outro condômino, a portaria pode ficar vulnerável para a ação de bandidos. 

    Controle da rotina do porteiro no condomínio

    A utilização de um porteiro no condomínio requer a organização de uma rotina – geralmente com uma divisão em turnos. Os bandidos que dedicam um tempo para observar o condomínio antes de agir podem identificar como funciona essa rotina e explorar as suas vulnerabilidades.

    Apelo às emoções

    A ação de pessoas mal intencionadas pode acontecer de várias formas. Alguns dos golpes para conseguir acesso a locais privados utilizam a compaixão das vítimas como artifício – e o porteiro está suscetível a situações como essa.

    Imagine que apareça na portaria uma criança pedindo comida ou uma pessoa aparentemente ferida buscando ajuda. Por mais que a orientação seja de não permitir a entrada de ninguém desconhecido no condomínio, o porteiro pode acabar levando as suas emoções em conta e tornar a segurança vulnerável. 

    Problemas de comunicação

    Os problemas de comunicação também podem gerar falhas na segurança. Quando chega um visitante desconhecido, o porteiro tem a função de permitir ou não o seu acesso, mas, e se ele não conseguir falar com o morador? Ou se ocorrer uma falha na comunicação e ele entender que pode permitir o acesso quando não poderia?

    Riscos à integridade física

    Um porteiro é um profissional que presta um serviço ao seu condomínio, entretanto, também é uma pessoa como qualquer um dos moradores do prédio. Isso quer dizer que ele está suscetível a riscos à sua integridade física nas ações de bandidos que tentam invadir o condomínio.

    Imagine que alguns bandidos ameacem o porteiro no condomínio com uma arma de fogo e consigam rendê-lo. O seu instinto de preservação pode fazê-lo permitir a entrada desses indivíduos nas dependências do condomínio – algo que seria impossível de acontecer com um serviço de portaria remota, por exemplo.

    Por essas e por outras, ter um porteiro no condomínio nem sempre é sinônimo de segurança, e, cada vez mais, a tecnologia se destaca como a melhor opção para tornar a vida dos moradores mais segura, exatamente por apresentar menos vulnerabilidade.

    Como você lida com essa questão no seu condomínio? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Compartilhe conosco nos comentários e até a próxima.